Sobre umas coisas . . .

•| Naiana, 18 anos, futura jornalista. Amo dançar, falar em público e escrever. Nasci para mostrar meu brilho para o mundo - e para mudar - fazer a diferença! Acredito na expressão plena dos (meus) sentimentos através da dança e da escrita.
- Sobre o blog: Faz algum tempo que queria criar um blog para escrever e postar coisas e principalmente meus textos. Não sei exatamente no que isso vai dar, só o tempo vai dizer. De qualquer forma, sejam bem vindos ao meu (mais novo) mundo! |•
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• Contegem a partir de 22/11/11: Total de
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Olá (talvez) leitores! Tanto tempo que não escrevo aqui… Juro que vou tentar escrever mais. Faculdade, trabalho, provas, atividades, apuração, matérias… É tanta coisa, que quase não dou conta! O post de hoje é uma poesia, um poema, feito por minha multi-super-tia Letícia Scarpa (leticiascarpa.com.br), em 1996, sobre mim.

“BÍQUI”Bíqui, bíqui,De biquinininha,Pequenina,Pequena.Como dizia a titia:Naini,De Naianinha.Não, não.Naini, naini,Como dizia o vovô.E era de inventar nomesO nosso divertimento.De imaginar jeitos,Criar brincadeiras,O nosso amor.Assim, louquinho:Te adorandoMuito, muito.De paixão.Demais da conta!Letícia Scarpa1996

E até hoje ela me chama de bíqui, bic, bíqui-bíqui, bic-bic… Bíqui…  Coisa de Lelê, eu digo!

Olá (talvez) leitores! Tanto tempo que não escrevo aqui… Juro que vou tentar escrever mais. Faculdade, trabalho, provas, atividades, apuração, matérias… É tanta coisa, que quase não dou conta! O post de hoje é uma poesia, um poema, feito por minha multi-super-tia Letícia Scarpa (leticiascarpa.com.br), em 1996, sobre mim.

“BÍQUI”

Bíqui, bíqui,
De biquinininha,
Pequenina,
Pequena.
Como dizia a titia:
Naini,
De Naianinha.
Não, não.
Naini, naini,
Como dizia o vovô.

E era de inventar nomes
O nosso divertimento.
De imaginar jeitos,
Criar brincadeiras,
O nosso amor.
Assim, louquinho:
Te adorando
Muito, muito.
De paixão.
Demais da conta!

Letícia Scarpa
1996

E até hoje ela me chama de bíqui, bic, bíqui-bíqui, bic-bic… Bíqui…  Coisa de Lelê, eu digo!




Anonymous comentou:
Seu blog é perfeito migs!! vc eh perfa =D

O que Naiana disse sobre o comentário:

obrigada, dandi! haha 




Anonymous comentou:
Lindo, lindo!

O que Naiana disse sobre o comentário:

Obrigada!




Não sei se todos sabem mas eu passei no vestibular! E sim, já estou cursando a Faculdade de Jornalismo. A partir de hoje (15/03) irei postar com mais frequência no meu blog e vou começar uma sessão de textos antigos meus. Alguns deles não representam mais minha opinião, por isso postarei com as respectivas datas. Qualquer dúvida, discussão, elogio e/ou crítica, é só comentar!

                                                             01 de Agosto de 2011.Será que o Brasil está preparado para a descriminalização das drogas?     Um dos assuntos mais recentes e polêmicos do Brasil é a questão da descriminalização das drogas no país. Se por um lado os conservadores afirmam que com ela o consumo de drogas vai aumentar, por outro lado, os que defendem a descriminalização dizem que esta acabaria om o tráfico de drogas e diminuiria a violência no Brasil. Fato é que as pessoas consumidoras de drogas não seriam tratadas como criminosas e sim como doentes. Quais seriam então as consequências da descriminalização de drogas para um país como o Brasil, desigual, com uma população mal educada e desinformada? Será que o Brasil está preparado para isso?    Não acredito que o país esteja totalmente preparado. Uma coisa é certa: A política de “tolerância zero” e a “guerra contra o narcotráfico” falharam. O melhor que temos a fazer é saír da nossa “zona de conforto” e parar de fingir que está tudo bem. Caso houvesse a descriminalização, acredito que seria necessário expandir a assistência de saúde e fazer campanhas mais eficientes mostrando que as drogas (seja qual for) fazem mal à saúde.     Quanto à violência, há discordância. Os que são a favor da descriminalização das drogas afirmam que haverá diminuição, porque seria o fim da ‘guerra contra às drogas” e assim o consumidor teria segurança na aquisição da droga (seja em mercados ou lojas autorizadas) não precisando ir às “bocas de fumo”, onde há grande quantidade de balas perdidas e violência. Outros, por sua vez, acreditam que a violência continuaria a mesma ou aumentaria, já que as pessoas que tiram seu sustento  do mercado negro não teriam como se sustentar, tendo que se “inserir na marginalização”, realizando assaltos e roubos.     Uma das questões mais pertinentes sobre esta abordagem, e que eu concordo, é que mesmo que haja ou não a descriminalização, é necessária uma mudança de olhar da sociedade para com o consumidor de drogas. Este, não pode mais ser tratado como um criminoso (muitos vão para as cadeias e se inserem no tráfico, ficam piores) e sim como um doente que precisa de tratamento. Portanto, seriam mais facilmente identificados, não se sentiriam marginalizados e teriam a oportunidade de usufruir das políticas públicas.     Não concordo com a descriminalização das drogas no Brasil antes das melhoras no sistema de saúde, nas políticas públicas, na conscientização e educação da população. Acredito que depois destas melhoras, talvez, o país esteja melhor preparado para as consequências da descriminalização de drogas. Uma coisa é fato, o governo não pode apenas “descriminalizar” e deixar as coisas assim. É preciso investir em educação! E temos que mudar, porque do jeito que tá, não dá. 

Não sei se todos sabem mas eu passei no vestibular! E sim, já estou cursando a Faculdade de Jornalismo. A partir de hoje (15/03) irei postar com mais frequência no meu blog e vou começar uma sessão de textos antigos meus. Alguns deles não representam mais minha opinião, por isso postarei com as respectivas datas. Qualquer dúvida, discussão, elogio e/ou crítica, é só comentar!


                                                             01 de Agosto de 2011.

Será que o Brasil está preparado para a descriminalização das drogas?

     Um dos assuntos mais recentes e polêmicos do Brasil é a questão da descriminalização das drogas no país. Se por um lado os conservadores afirmam que com ela o consumo de drogas vai aumentar, por outro lado, os que defendem a descriminalização dizem que esta acabaria om o tráfico de drogas e diminuiria a violência no Brasil. Fato é que as pessoas consumidoras de drogas não seriam tratadas como criminosas e sim como doentes. Quais seriam então as consequências da descriminalização de drogas para um país como o Brasil, desigual, com uma população mal educada e desinformada? Será que o Brasil está preparado para isso?
    Não acredito que o país esteja totalmente preparado. Uma coisa é certa: A política de “tolerância zero” e a “guerra contra o narcotráfico” falharam. O melhor que temos a fazer é saír da nossa “zona de conforto” e parar de fingir que está tudo bem. Caso houvesse a descriminalização, acredito que seria necessário expandir a assistência de saúde e fazer campanhas mais eficientes mostrando que as drogas (seja qual for) fazem mal à saúde.
     Quanto à violência, há discordância. Os que são a favor da descriminalização das drogas afirmam que haverá diminuição, porque seria o fim da ‘guerra contra às drogas” e assim o consumidor teria segurança na aquisição da droga (seja em mercados ou lojas autorizadas) não precisando ir às “bocas de fumo”, onde há grande quantidade de balas perdidas e violência. Outros, por sua vez, acreditam que a violência continuaria a mesma ou aumentaria, já que as pessoas que tiram seu sustento  do mercado negro não teriam como se sustentar, tendo que se “inserir na marginalização”, realizando assaltos e roubos.
     Uma das questões mais pertinentes sobre esta abordagem, e que eu concordo, é que mesmo que haja ou não a descriminalização, é necessária uma mudança de olhar da sociedade para com o consumidor de drogas. Este, não pode mais ser tratado como um criminoso (muitos vão para as cadeias e se inserem no tráfico, ficam piores) e sim como um doente que precisa de tratamento. Portanto, seriam mais facilmente identificados, não se sentiriam marginalizados e teriam a oportunidade de usufruir das políticas públicas.
     Não concordo com a descriminalização das drogas no Brasil antes das melhoras no sistema de saúde, nas políticas públicas, na conscientização e educação da população. Acredito que depois destas melhoras, talvez, o país esteja melhor preparado para as consequências da descriminalização de drogas. Uma coisa é fato, o governo não pode apenas “descriminalizar” e deixar as coisas assim. É preciso investir em educação! E temos que mudar, porque do jeito que tá, não dá.

 



                                               Salvador, 31 de Janeiro de 2012.                 Querida Vovó,                 Primeiro, queria me desculpar pela carta passada (Redação da UFBA), um pouco formal e apenas com notícias do século XXI. Mas, sabe como é, né?! Processo seletivo, vestibular, faz parte do “sistema”. Se eu fosse falar sobre outras coisas se não o pedido deles, iriam zerar a minha redação (fuga do tema)! Por isso escrevo esta carta, neste momento não há limite de linhas e muito menos tema; então, posso falar-lhe sobre o que eu quiser.                 Como você não apareceu nos meus sonhos e não deu nenhum sinal (pelo menos aparente) do recebimento da carta, não havia pensado em escrever de novo. Estou aqui, principalmente, por causa do vovô. Deixa eu te explicar: Não era bem você, Amélia, e nem eu, Naiana. Era um “eu lírico qualquer” escrevendo para sua avó, afinal, dentre tantas coisas pra falar, você acha que logo na primeira carta eu iria falar sobre o “século XXI”?!  Então, o vovô leu a carta passada e, pensando ser você a avó e eu, o “eu lírico”, me pediu que na próxima carta – que não ia existir - eu te mandasse um “recado”. Meio confuso, confesso… E confesso mais uma coisa: Acho que isso me fez pensar que sempre foi você e eu, ou seja… Esquece essa maluquice toda!                  O vovô pediu pra te falar que sente muitas saudades, sente sua falta. Mas, ele também me disse que sabe que onde quer que você esteja você está bem.  Afinal, quem tem dúvida disso, vó?! Todos nós sabemos que você deve estar em algum lugar muito bom, não tem como ser diferente. Amor, coração grande, alegria… Essas são apenas algumas palavras que definem as minhas lembranças ao seu lado. Posso me lembrar da sua dor, algumas vezes, mas também me lembro da sua preocupação para que ninguém notasse… Vou me lembrar, sempre, do seu – e do meu - mais puro amor.  Minhas melhores lembranças, vó, estão com você. E é por isso que gostaria de pedir só mais uma coisa, se não for pedir muito: Por favor, me visite nos meus sonhos! Que saudades eu tenho de você, vovó Melinha.                 No mais, as coisas estão bem.  Passei no vestibular, vó! Estou tão feliz, porque foi minha primeira grande vitória, sabe?! Nunca tinha feito nada tão “grandioso”…  A mamãe chegou até dizer que fui abduzida no ano de 2011. Foi uma loucura… Mas agora, valeu a pena. A felicidade foi tão grande que, como disse um amigo meu, “não cabia no corpo”. A única parte ruim, até agora, foi saber que alguns amigos meus não passaram… Por mais clichê que seja, é a vida, né?!                   Tenho que dormir, já está tarde e preciso descansar. Volto com notícias da família. Obrigada, mais uma vez, por ter existido na minha vida. Te espero nos meus sonhos.   Com amor, Naiana.

                                               Salvador, 31 de Janeiro de 2012.
                Querida Vovó,

                Primeiro, queria me desculpar pela carta passada (Redação da UFBA), um pouco formal e apenas com notícias do século XXI. Mas, sabe como é, né?! Processo seletivo, vestibular, faz parte do “sistema”. Se eu fosse falar sobre outras coisas se não o pedido deles, iriam zerar a minha redação (fuga do tema)! Por isso escrevo esta carta, neste momento não há limite de linhas e muito menos tema; então, posso falar-lhe sobre o que eu quiser.
                Como você não apareceu nos meus sonhos e não deu nenhum sinal (pelo menos aparente) do recebimento da carta, não havia pensado em escrever de novo. Estou aqui, principalmente, por causa do vovô. Deixa eu te explicar: Não era bem você, Amélia, e nem eu, Naiana. Era um “eu lírico qualquer” escrevendo para sua avó, afinal, dentre tantas coisas pra falar, você acha que logo na primeira carta eu iria falar sobre o “século XXI”?!  Então, o vovô leu a carta passada e, pensando ser você a avó e eu, o “eu lírico”, me pediu que na próxima carta – que não ia existir - eu te mandasse um “recado”. Meio confuso, confesso… E confesso mais uma coisa: Acho que isso me fez pensar que sempre foi você e eu, ou seja… Esquece essa maluquice toda!
                O vovô pediu pra te falar que sente muitas saudades, sente sua falta. Mas, ele também me disse que sabe que onde quer que você esteja você está bem.  Afinal, quem tem dúvida disso, vó?! Todos nós sabemos que você deve estar em algum lugar muito bom, não tem como ser diferente. Amor, coração grande, alegria… Essas são apenas algumas palavras que definem as minhas lembranças ao seu lado. Posso me lembrar da sua dor, algumas vezes, mas também me lembro da sua preocupação para que ninguém notasse… Vou me lembrar, sempre, do seu – e do meu - mais puro amor.  Minhas melhores lembranças, vó, estão com você. E é por isso que gostaria de pedir só mais uma coisa, se não for pedir muito: Por favor, me visite nos meus sonhos! Que saudades eu tenho de você, vovó Melinha.
                No mais, as coisas estão bem.  Passei no vestibular, vó! Estou tão feliz, porque foi minha primeira grande vitória, sabe?! Nunca tinha feito nada tão “grandioso”…  A mamãe chegou até dizer que fui abduzida no ano de 2011. Foi uma loucura… Mas agora, valeu a pena. A felicidade foi tão grande que, como disse um amigo meu, “não cabia no corpo”. A única parte ruim, até agora, foi saber que alguns amigos meus não passaram… Por mais clichê que seja, é a vida, né?!  
                Tenho que dormir, já está tarde e preciso descansar. Volto com notícias da família. Obrigada, mais uma vez, por ter existido na minha vida. Te espero nos meus sonhos.
 
Com amor, Naiana.



                                                       Redação da UFBATema: O avanço das tecnologias no mundo contemporâneo e seus benefícios e prejuízos para o Homem, para a sociedade.                                                    Salvador, 18 de Dezembro de 2011.
              Querida Vovó,             Venho, através desta, trazer-lhe notícias sobre o século XXI. Máquinas, avanços tecnológicos, lucro; Estas são apenas algumas palavras características que ratificam o que a senhora sempre previu: Sim, o sistema capitalista definitivamente dominou o mundo!             Vivemos em um século paradoxal, vovó. Ao mesmo tempo em que o avanço das tecnologias trouxe benefícios tais como um maior acesso às informações, trouxe também, o desemprego, o esfriamento das relações humanas, dentre outras desvantagens.              “Antes o mundo era pequeno porque a Terra era grande, hoje o mundo é grande porque a Terra é pequena”. Essa frase de Gilberto Gil sintetiza uma das principais vantagens dos avanços da tecnologia: A diminuição relativa das distâncias e, consequentemente, o acesso às informações de todo o mundo e de diversos lugares. Contrapondo tal benefício, vovó querida, há uma questão muito antiga e que ainda persiste (acredite!): A desigualdade social. Uma parcela da população não tem acesso às tecnologias recentes - e nem mesmo às condições básicas de sobrevivência – encontra-se marginalizada, excluída pelo sistema.             Como a senhora presenciou, em busca de uma maior produtividade, as empresas continuam a adotar as máquinas. Se houve um tempo em que o Homem era quem dava o ritmo ao processo produtivo, hoje – como conseqüência da Revolução Industrial – o que determina o ritmo da produção é a máquina (é o chamado fordismo).  Tal acontecimento foi ilustrado no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, Lembra? A substituição do Homem pela máquina e o avanço das tecnologias ao mesmo tempo em que geram o desemprego estrutural, também surgem com novas oportunidades de carreiras.             A sociedade se regula a partir do sistema vigente, que controla tudo, desde o ritmo da produção a o que as pessoas devem comprar, usar, etc.  As pessoas vem perdendo seu caráter individual e adoram padrões, a homogeneidade, impostos pelo capitalismo. O capitalismo, por sua vez, movido pelo dinheiro e pelo consumismo, é regido pela efemeridade das coisas, como bem disse o pensador polonês Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, as coisas mal entram em circulação e já se “desmancham”. Ainda sobre as máquinas, vovó amada, tenho uma crítica a fazer: Muitas pessoas dizem que as máquinas vão dominar o mundo. Por enquanto, discordo. Os seres humanos têm coisas que as máquinas ainda não têm; Falo do raciocínio, nós pensamos e refletimos sobre o que pensamos. Os seres humanos têm a proeza de experimentar de todos os sentimentos e sensações. E isso é maravilhoso, não é vovó?             O século XXI surgiu como “o século das inovações tecnológicas”. Ainda que estas tenham diversas vantagens, como o lazer, elas também causam prejuízos, mantém as desigualdades (não chegam a todas as pessoas). Apesar de não acreditar que as máquinas vão dominar o mundo, vovó, receio que as pessoas fiquem cada vez mais sós, por causa destas.             Espero que as cartas cheguem ai no céu.                                                                      Com amor,  Y.                                                                                                                                                       

                                                       Redação da UFBA

Tema: O avanço das tecnologias no mundo contemporâneo e seus benefícios e prejuízos para o Homem, para a sociedade. 

 
                                                  Salvador, 18 de Dezembro de 2011.


            Querida Vovó,

            Venho, através desta, trazer-lhe notícias sobre o século XXI. Máquinas, avanços tecnológicos, lucro; Estas são apenas algumas palavras características que ratificam o que a senhora sempre previu: Sim, o sistema capitalista definitivamente dominou o mundo!
            Vivemos em um século paradoxal, vovó. Ao mesmo tempo em que o avanço das tecnologias trouxe benefícios tais como um maior acesso às informações, trouxe também, o desemprego, o esfriamento das relações humanas, dentre outras desvantagens.
             “Antes o mundo era pequeno porque a Terra era grande, hoje o mundo é grande porque a Terra é pequena”. Essa frase de Gilberto Gil sintetiza uma das principais vantagens dos avanços da tecnologia: A diminuição relativa das distâncias e, consequentemente, o acesso às informações de todo o mundo e de diversos lugares. Contrapondo tal benefício, vovó querida, há uma questão muito antiga e que ainda persiste (acredite!): A desigualdade social. Uma parcela da população não tem acesso às tecnologias recentes - e nem mesmo às condições básicas de sobrevivência – encontra-se marginalizada, excluída pelo sistema.
            Como a senhora presenciou, em busca de uma maior produtividade, as empresas continuam a adotar as máquinas. Se houve um tempo em que o Homem era quem dava o ritmo ao processo produtivo, hoje – como conseqüência da Revolução Industrial – o que determina o ritmo da produção é a máquina (é o chamado fordismo).  Tal acontecimento foi ilustrado no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, Lembra? A substituição do Homem pela máquina e o avanço das tecnologias ao mesmo tempo em que geram o desemprego estrutural, também surgem com novas oportunidades de carreiras.
            A sociedade se regula a partir do sistema vigente, que controla tudo, desde o ritmo da produção a o que as pessoas devem comprar, usar, etc.  As pessoas vem perdendo seu caráter individual e adoram padrões, a homogeneidade, impostos pelo capitalismo. O capitalismo, por sua vez, movido pelo dinheiro e pelo consumismo, é regido pela efemeridade das coisas, como bem disse o pensador polonês Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, as coisas mal entram em circulação e já se “desmancham”. Ainda sobre as máquinas, vovó amada, tenho uma crítica a fazer: Muitas pessoas dizem que as máquinas vão dominar o mundo. Por enquanto, discordo. Os seres humanos têm coisas que as máquinas ainda não têm; Falo do raciocínio, nós pensamos e refletimos sobre o que pensamos. Os seres humanos têm a proeza de experimentar de todos os sentimentos e sensações. E isso é maravilhoso, não é vovó?
            O século XXI surgiu como “o século das inovações tecnológicas”. Ainda que estas tenham diversas vantagens, como o lazer, elas também causam prejuízos, mantém as desigualdades (não chegam a todas as pessoas). Apesar de não acreditar que as máquinas vão dominar o mundo, vovó, receio que as pessoas fiquem cada vez mais sós, por causa destas.
            Espero que as cartas cheguem ai no céu.
                                                                     Com amor,  Y.                                                                                                                                                       




mywaytobelieveit comentou:
li tds os seus textos nai, adoreiii :)

O que Naiana disse sobre o comentário:

Obrigada, linda! 




Anonymous comentou:
Nai! sucesso no blog. o primeiro post esta otimo. beijos Milena Troesch

O que Naiana disse sobre o comentário:

Muito Obrigada, Milena!



                                                                Desabafo de Vestibulanda  É a primeira vez que tomo uma decisão por mim mesma, sabem? Não é como escolher se quero esta blusa ou aquela outra; Nem mesmo é como ficar alguns minutos decidindo se vou querer bala de morango ou de maça verde… É como se uma vírgula, uma exclamação, um pequeno descuido, pudessem mudar o sentido de um texto inteiro; ou no caso, o rumo de uma vida toda. Como se uma escolha errada - ou certa - pudesse mudar minha vida toda… E vai mudar!   E é ai que começam as exigências: Fazer a escolha certa, passar no vestibular LOGO, ingressar no mercado de trabalho, estabilidade financeira e profissional, andar pelo mundo, montar uma família… Fórmula da felicidade! Ou não. Ou talvez. Estudar muito, ter mil aulas, estudar de novo, e estudar mais um tanto… E passar o ano todo com a cabeça explodindo. Foi assim parte do meu ano.     Um ano (na teoria) com um único objetivo: Ir bem em uma prova (ou melhor, em uma linguagem mais técnica, ir melhor que meus concorrentes). No mínimo injusto, não acham? Como se uma prova fosse definir tudo o que você fez na sua vida escolar, como se uma prova fosse definir quem você é. Apesar d’eu saber que não é bem assim, apesar de todos saberem que não é assim… A maioria age como se fosse assim. É tanta pressão, é tanta expectativa que… Nem sempre as coisas saem como a gente quer. E não condeno-os, as pessoas: sei que boa parte delas fez isso porque querem meu bem, sobretudo, porque torcem por mim.  O grande problema é a minha própria exigência… É que ninguém quer “perder um ano”, entendem? Ninguém quer passar mais um ano estressante como esse. Ninguém quer ficar na “sala ao lado” que todos os professores “falam mal”, digo, negligenciam  como: “aqueles que não passaram”, “aqueles que não estudaram bastante…” O que em alguns casos, não é verdade. O grande problema mesmo é não saber se você vai passar ou não, é esperar as férias todas, e não poder fazer nada: Nem ficar feliz porque passou, e nem triste, e preparar-se para outro ciclo intenso… Literalmente, ter um futuro indefinido.   E é neste dilema que encontro-me agora: Turbilhão de sentimentos e desesperos, não sei se choro,  se grito, se me esperneio… Não sei se comemoro, ou se me preparo para mais um ano estressante. Não sei como vai ser meu futuro, e isso é o mais desesperador… E desta vez, só o tempo poderá dizer. 

                                                                Desabafo de Vestibulanda

  É a primeira vez que tomo uma decisão por mim mesma, sabem? Não é como escolher se quero esta blusa ou aquela outra; Nem mesmo é como ficar alguns minutos decidindo se vou querer bala de morango ou de maça verde… É como se uma vírgula, uma exclamação, um pequeno descuido, pudessem mudar o sentido de um texto inteiro; ou no caso, o rumo de uma vida toda. Como se uma escolha errada - ou certa - pudesse mudar minha vida toda… E vai mudar!
  E é ai que começam as exigências: Fazer a escolha certa, passar no vestibular LOGO, ingressar no mercado de trabalho, estabilidade financeira e profissional, andar pelo mundo, montar uma família… Fórmula da felicidade! Ou não. Ou talvez. Estudar muito, ter mil aulas, estudar de novo, e estudar mais um tanto… E passar o ano todo com a cabeça explodindo. Foi assim parte do meu ano.
     Um ano (na teoria) com um único objetivo: Ir bem em uma prova (ou melhor, em uma linguagem mais técnica, ir melhor que meus concorrentes). No mínimo injusto, não acham? Como se uma prova fosse definir tudo o que você fez na sua vida escolar, como se uma prova fosse definir quem você é. Apesar d’eu saber que não é bem assim, apesar de todos saberem que não é assim… A maioria age como se fosse assim. É tanta pressão, é tanta expectativa que… Nem sempre as coisas saem como a gente quer. E não condeno-os, as pessoas: sei que boa parte delas fez isso porque querem meu bem, sobretudo, porque torcem por mim.
  O grande problema é a minha própria exigência… É que ninguém quer “perder um ano”, entendem? Ninguém quer passar mais um ano estressante como esse. Ninguém quer ficar na “sala ao lado” que todos os professores “falam mal”, digo, negligenciam  como: “aqueles que não passaram”, “aqueles que não estudaram bastante…” O que em alguns casos, não é verdade. O grande problema mesmo é não saber se você vai passar ou não, é esperar as férias todas, e não poder fazer nada: Nem ficar feliz porque passou, e nem triste, e preparar-se para outro ciclo intenso… Literalmente, ter um futuro indefinido
  E é neste dilema que encontro-me agora: Turbilhão de sentimentos e desesperos, não sei se choro,  se grito, se me esperneio… Não sei se comemoro, ou se me preparo para mais um ano estressante. Não sei como vai ser meu futuro, e isso é o mais desesperador… E desta vez, só o tempo poderá dizer. 




romanticos-anonimos comentou:
Flor, que lindo, seguindo.

O que Naiana disse sobre o comentário:

obrigada, linda! :)




lust4lifen comentou:
seu tumblr é lindo !

O que Naiana disse sobre o comentário:

own, obrigada nai! :)




Anonymous comentou:
LINDO LINDO LINDO!

O que Naiana disse sobre o comentário:

own… Obrigada! :)




Anonymous comentou:
Naiana adorei seu texto! Parabéns! Susy

O que Naiana disse sobre o comentário:

Obrigada, tia suu! :)



  Não sei bem como definir esse sentimento. Talvez a palavra mais adequada (ou menos inadequada) seria ciúmes.    Mas não, não é bem ciúmes, porque não há receio de perder para outrem, como define o dicionário. Sei que tenho o meu espaço. É a sensação de ciúmes, misturada com alguma agonia e nenhuma inveja. É como se eu quisesse tudo pra mim sem querer prejudicar o outro.   Ao mesmo tempo, queria estar no lugar dela. Queria desfrutar das alegrias dela, da posição dela. Queria poder tocá-lo, vê-lo, estar com ele. Queria apenas conhecê-lo, apertá-lo e ter certeza de que ele é real (mesmo já sabendo que é). Multiplicar o frio na barriga com a presença física… E beijá-lo, beijá-lo eternamente, até o aperto passar… Até a saudade acabar! E nunca mais perdê-lo… Recompensar o tempo perdido. E nunca mais distanciar-me como agora. Jamais sofrer, como agora. E nem fingir que estou feliz, enquanto na verdade, estou ardendo em lágrimas, como agora.  Sei que está longe, o esperado dia, ele (ainda) está longe. Longe fisicamente, mas tão perto… Tão perto sentimentalmente, dentro do meu coração. Retribui o meu amor, mas não da maneira que eu quero, não da maneira que ele queria.  Mas, infelizmente, a distância é a maior - e a pior - barreira. E temos que fingir, fingir que está tudo bem assim, viver as nossas vidas separados, e nos encontrar pelos caminhos e becos perdidos da vida… Até o dia em que, alguma coisa ou alguém, resolva nos juntar fisicamente, e dessa vez, será para sempre.   

  Não sei bem como definir esse sentimento. Talvez a palavra mais adequada (ou menos inadequada) seria ciúmes
   Mas não, não é bem ciúmes, porque não há receio de perder para outrem, como define o dicionário. Sei que tenho o meu espaço. É a sensação de ciúmes, misturada com alguma agonia e nenhuma inveja. É como se eu quisesse tudo pra mim sem querer prejudicar o outro.
  Ao mesmo tempo, queria estar no lugar dela. Queria desfrutar das alegrias dela, da posição dela. Queria poder tocá-lo, vê-lo, estar com ele. Queria apenas conhecê-lo, apertá-lo e ter certeza de que ele é real (mesmo já sabendo que é). Multiplicar o frio na barriga com a presença física… E beijá-lo, beijá-lo eternamente, até o aperto passar… Até a saudade acabar! E nunca mais perdê-lo… Recompensar o tempo perdido. E nunca mais distanciar-me como agora. Jamais sofrer, como agora. E nem fingir que estou feliz, enquanto na verdade, estou ardendo em lágrimas, como agora.
  Sei que está longe, o esperado dia, ele (ainda) está longe. Longe fisicamente, mas tão perto… Tão perto sentimentalmente, dentro do meu coração. Retribui o meu amor, mas não da maneira que eu quero, não da maneira que ele queria.
  Mas, infelizmente, a distância é a maior - e a pior - barreira. E temos que fingir, fingir que está tudo bem assim, viver as nossas vidas separados, e nos encontrar pelos caminhos e becos perdidos da vida… Até o dia em que, alguma coisa ou alguém, resolva nos juntar fisicamente, e dessa vez, será para sempre.
   




satineblack comentou:
Lindo blog, Nai! Quero ver umas resenhas críticas!! \o/

O que Naiana disse sobre o comentário:

vou esperar o vestibular passar e posto sim, Jô! vai que eu posto algum texto e cai o mesmo no vestibular… haha :)